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terça-feira, 29 de dezembro de 2009
A Graça de Santa Luzia
Armando Nóbrega Marinho
Pela primeira vez depois de quase 100 anos, a missa da padroeira de Santa Luzia, No sertão paraibano, voltou a ser celebrada por sacerdotes da Paroquia de N.S. Santana, de Caicó RN, que aqui oficiavam desde a fundação da capela, em 1773, e até 1914, quando foi fundada a diocese de Cajazeiras. Dom Delson Pereira, bispo da hoje Diocese de Caicó Rn celebrou no ultimo dia 13 de dezembro a missa solene a convite do Bispo Dom Manoel dos Reis de Farias, da atual diocese de Patos, a que pertence a hoje paróquia de Santa Luzia.
Santa Luzia, cuja data litúrgica se comemora a 13 de dezembro, foi definida pelo clássico da literatura universal, Dante Alighieri ( 1265 – 1321 ), como a “ autora da graça da iluminação” , isso nos primórdios do Renascimento . O nome de Santa Luzia passava a fazer parte da nova ordem que se anunciava como novo sol no mundo, o movimento Iluminista.
Mantida a tradição de fé religiosa e fama de “iluminista” da “virgem dos olhos” ao longo dos séculos, no ano de 1755 (ano do grande terremoto que destruiu Lisboa e ocasionou a extinção da Capitania da Paraíba), o proprietário de terras no sertão paraibano, capitão Geraldo Ferreira das Neves, ainda sem saber dos acontecimentos e talvez por intuição “iluminativa”, decidiu erigir uma capela dedicada a Santa Luzia numa de suas quatro fazendas situadas às margens do rio Quipauá (o maior da região, embora suprimido de todos os mapas) no sopé da serra da Borborema. Estava lançada a semente da cidade sob a graça iluminadora de Santa Luzia, que nasceu na famosa ilha italiana da Sicília e teve que extrair seus próprios olhos para poder sobreviver como santa. Santificada, um poderoso se apaixonara pelos seus olhos que lhes foram oferecido numa bandeja.
A famosa expressão filosófica atribuída a Shakespeare (1564-1616) que diz: “Há muitas coisas entre o Céu e a Terra além da nossa vã filosofia”, poderia ser muito bem empregada pelos que contemplam por alguns instantes o curioso destino da cidade que tem esse nome: Santa Luzia. São detalhes velados, nada de espalhafatosos, mas altamente significativos. Talvez as curiosidades aconteçam com todas as localidades do mundo, mas” já que todos cantam a sua terra, eu também vou cantar a minha”.
Para não estender o assunto além do permitido na ocasião, basta dar o exemplo de que um dos primitivos habitantes da localidade, a quem não convém dar nomes, era citado como envolvido diretamente no atentado a vida de Dom José I, Rei de Portugal, no dia 3 de setembro de 1758 que, embora não tivesse morto o rei, custara a vida de vários nobres.
Outro detalhe curioso é que a Igreja Matriz de Santa Luzia é o único templo católico em todo mundo a contar em seu interior com um documento exposto ao público, pertencente à Maçonaria Universal – uma placa em bronze, narrando a doação de Geraldo Ferreira das Neves para a ereção da capela, hoje igreja matriz. Essa publicação datada de 1756 cuja placa está afixada na parede frontal interna do lado direito de quem entra na igreja, foi autorizada pelo atual bispo da Diocese de Patos, Dom Manuel dos Reis de Farias. Não por acaso, responde a pergunta do frade franciscano frei Boaventura Kloppenburg, bispo da diocese de Novo Hamburgo (RGS) no seu livro : “Igreja & Maçonaria – Conciliação Possível ?” Dom Manuel já respondeu a questão: Sim!. Se a primeira narrativa (ainda) não tem provas materiais, a segunda pode valer muito mais.
Hora do Vaticano III
Armando Nóbrega Marinho
Quando o Papa João XXIII anunciou em 1959 sua idéia de convocar o Concilio Ecumênico Vaticano II ( 1962 a 1965 ), o mundo vivia a corrida armamentista nuclear entre os múltiplos conflitos da Guerra Fria. Intuitivo, ele falou do novo concilio ( o último ocorrera em 1870 ) “ como flor de inesperada primavera.” Realmente, foi uma primavera cujos raios de luz ainda hoje iluminam o mundo. Falecido o Papa em 1963, assumiu o sucessor Paulo VI, autor da carta encíclica “ Populorum Progressio”, a essência do Vaticano II. Passados quase 50 anos, o Papa Bento XVI lança agora sua nova carta encíclica, “Caritas in Veritate” – A Caridade na Verdade” – que, embora sem anunciar explicitamente um próximo concilio, vem sugerindo sutilmente que uma nova primavera está se aproximando dos céus do Vaticano. Estariam os sinos da Basílica de São Pedro e São Paulo soando as horas do Vaticano III? “ Deus é sutil,” diz Albert Einstein, o gênio do Século XX. Então a leitura que fazemos da carta tem fundamentos?
O primeiro Concilio ecumênico foi o de Nicéia, na Ásia Menor ( 325 ), perfazendo ao todo 21 ao longo da história da Igreja Católica, com intervalos entre um e outro variando em torno de 100 anos, sendo que o maior intervalo foi entre o de Trento ( 1545 – 1563 ) e o do Vaticano I ( 1869 – 1870 ), logo após a Reforma Protestante quando a Igreja permaneceu em silêncio, “ o silêncio sagrado”, durante 300 anos, o tempo que durou a Idade Moderna.
Na nova encíclica o Papa fala o tempo todo na crise atual que, ao contrario do que muitos querem dar a entender, não é a atual crise financeira, mas algo bem maior de dimensões universais, pois envolve “o homem todo e todos os homens”, o reverso da situação sonhada por Paulo VI na Populorum Progressio que buscava no “ desenvolvimento humano integral, a valorização do homem todo e todos os homens.
A carta de Bento XVI vai muito além de um simples resgate da Populorum Progressio com quem concorda nos pontos básicos, é um projeto de transposição no tempo, de um plano ousado mas romântico para a época, que agora parece não só maduro mas necessário e de urgente aplicação. A novidade é a crise sistêmica ultra dimensional humana gerada pela globalização. Ele mostra que já na sua época Paulo VI apontava problemas gravíssimos que não só não foram resolvidos, mas multiplicaram-se, repetindo assim o pedido de “ urgência das reformas “ de há a 40 anos. “ Esta urgência é ditada também pela Caridade na Verdade.”
Para se falar em verdade abstrata a esta altura da historia humana, é indispensável recorrer-se a Nova Física, ou Física Quântica, cujo porta voz maior, Fritjof Capra, afirma que” A transformação que estamos vivenciando agora poderá muito bem ser mais dramática do que qualquer das precedentes. Como indivíduos, como sociedade, como civilização e como ecossistema planetário, estamos chegando a um momento decisivo.” É o Ponto de Mutação do que ele fala. Só um concílio ecumênico católico com a capacidade de mobilização internacional e o credito milenar pode reverter a crise geral que ameaça a vida humana.
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Lembram do senhor Francisco, aquele interno de um hospital em Brasília?
Fizemos várias campanhas pra tentar localizar os familiares do senhor Francisco Ferreira de Andrade, deixamos até mesmo, fotos suas na página principal desse blog, bem como, em vários blogs da Rede Sertão PB.
Divulgamos também, no PatosOnline.
A campanha continua… Vejam o que foi publicado no Correio Brasiliense:
Falta de documentação dificulta acolhida em instituições
Mariana Branco
Publicação: 11/12/2009 12:59 Atualização: 11/12/2009 13:44
Há nove meses, médicos do Hospital Regional do Guará (HRGu) decidiram que era necessário internar um morador de rua com problemas de alcoolismo, que periodicamente era atendido no pronto-socorro da unidade. Ele estava desnutrido e apresentava sinais de desorientação. Dias mais tarde, já melhor, ele foi questionado por assistentes sociais do hospital sobre seu nome, sua idade e onde sua família poderia ser encontrada, já que não tinha documentos. O paciente oscilou entre chamar-se Francisco ou Manuel. Também ficou dúvida quanto à idade: 59 ou 65 anos? Finalmente, afirmou ser Francisco Ferreira de Andrade, 65 anos, nascido em Santa Luzia, na Paraíba.
Francisco tem problemas de saúde que exigem cuidados permanentes. Nos asilos, ele não tem espaço - (Lara Saeki/Divulgação)
Francisco tem problemas de saúde que exigem cuidados permanentes. Nos asilos, ele não tem espaço
Com esses dados, a assistente social Paula Katiane da Silva Carreiro, responsável pelo caso, fez uma busca na rede de atendimento social do DF. Descobriu que uma pessoa com os mesmos dados havia passado por serviços como o Centro de Referência em Assistência Social (Cras), Centro de Referência Especializado em Assistência Social (Creas), Núcleo de População de Rua e pelo Núcleo de Atenção ao Usuário de Álcool de Drogas (Nouad). “Mas ele só passou e deu às pessoas o mesmo nome e local de nascimento que deu para a gente. Não há registro ou número de documento, nada”, explica.
O hospital ainda tentou outras formas de identificar o paciente. Pediu à Polícia Civil que coletasse as digitais do idoso; encaminou a fotografia à Secretaria de Saúde para publicação na internet; e até entrou em contato com um vereador de Santa Luzia para que ele tentasse achar a família, conhecidos ou conseguisse mais informações. Tudo sem sucesso. Há três meses, ele teve alta. A falta de identificação tornou-se um fator adicional à dificuldade de procura por uma instituição para terceira idade que possa recebê-lo.
Francisco é um idoso dependente do álcool. Mais: precisa de ajuda para o banho, para comer e para trocar a fralda. Desenvolveu escaras, feridas causadas pelo atrito da pele contra o lençol, comuns em pacientes que estão há muito tempo de cama, cujo cuidado exige a troca de curativos e a mudança de posição a cada duas horas. “É muito difícil um
asilo receber alguém nessas condições”, reconhece a assistente social. “Um tempo atrás, uma casa de Sobradinho abriu uma vaga e ele ficou um final de semana lá. Mas as cuidadoras, que não eram enfermeiras, se assustaram com o estado das escaras, e o encaminharam de volta ao hospital. Agora, há a possibilidade de uma vaga no Núcleo Bandeirante que talvez se concretize nas próximas semanas”, diz Paula Carreiro.
Apesar de todas as dificuldades, a assistente social não desistiu de buscar um ambiente para Francisco que não seja insalubre como o de um hospital e com condições de ajudá-lo a se recuperar. “É uma tarefa árdua”, acrescenta Paula Carneiro, que ingressou com um pedido de registro tardio por falta de documentação para o paciente na Central Judicial do Idoso.
Link da matéria: Clique aqui
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
Novenário da Festa de Santa Luzia está sendo transmitido ao vivo pela internet
O site www.tendaagitus.com.br estará transmitindo todas as noites, até o dia 13 de dezembro, as novenas da festa da padroeira Santa Luzia.
O objetivo é desenvolver através das novas tecnologias uma transmissão de áudio e vídeo em tempo real para os santaluzienses ausentes e pessoas do mundo inteiro.
O novenário tem início as 19h00 todas as noites na matriz de nossa cidade é só acessar o site do Tenda Agitus e conferir .
Sidney Silva para Rede Sertã PB
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